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Domingo, Setembro 26, 2004
Biografia de Juliana
Este texto foi escrito para mim pelas alunas da turma 22A do colégio Pitágoras Cidade Jardim, Belo Horizonte, em junho deste ano, e me foi entregue na última aula antes de eu me mudar para São Paulo
Juliana sempre foi uma menina prodígio. Ao nascer, em vez de chorar, recitou um trecho de Guimarães Rosa. Sua primeira palavra foi "hipérbole", e a primeira literatura "Os Lusíadas", diferente de "Turma da Mônica", como as outras crianças medíocres, pobrezinhas...
Enquanto os coleguinhas de segunda série ouviam os vinis do Balão Mágico, ela se deleitava (e tocava com uma mão só) as sinfonias de Beethoven. No recreio, Juliana agia de forma peculiar. Não brincava de gangorra; escrevia poemas na areia do tanquinho. Sempre teve hábitos um tanto quanto estranhos, como colecionar toda sorte de girafas: grandes, magras, altas, pequenas, gordas, azuis, sem rabo.
Na flor da puberdade, não frequentava os bailinhos "good times", ia assiduamente aos cafés super cults, com fundo musical pianinho. Mais tarde em sua vida, enquanto todas as suas amigas ralavam para passar no vetibular, já cursava o quinto período de Letras e estagiava em três colégios diferentes. Quando se formou, passou a dar aulas no Pitágoras, conquistando uma legião de admiradores - sim, porque não é segredo para ninguém que todos os garotos seguravam o pescoço quando ela passava.
Continuava dando aulas até que chegou ao apogeu de sua carreira como professora. O auge se deu quando desfrutava toda quarta e quinta do prazer de lecionar àquele grupinho adorável do cantão da 22A. Mas 2004 foi um ano deveras fatídico: ela fora chamada para iniciar uma brilhante e bem-sucedida carreira em São Paulo, sendo forçada a abandonar seus queridos, amados e lindos alunos. Sua mudança foi, de fato, muito importante para a conquista da sua cadeira na ABL, onde tomou o lugar de Paulo Coelho colocando um fim na polêmica em torno daquele assento.
Escreveu e publicou uma quantia surpreendente de obras, dentre romances, peças de teatro, contos e coletâneas.
Juliana foi uma pessoa incrível, brilhante e linda! E mesmo com toda a fama, dinheiro e sucesso, não esqueceu dos alunos de outrota, mencionados em tantas dedicatórias.
NOTA DOS AUTORES
Juliana, querida, esperamos que você entenda que todos os exageros e licenças poéticas foram feitos para extrair sorrisos, risadinhas e talvez mesmo lágrimas suas. Fique sabendo que não temos essa imagem tããããão prodígio assim de você, só um pouquinho. Te amamos!
PS - Olhe como ele foi escrito todo certinho, com uma letra linda e sem rasuras!
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JULIANA FERREIRA
às 11:25 AM
Levante a mão antes de falar:
Segunda-feira, Setembro 20, 2004
Pare. Olhe. Pense.
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JULIANA FERREIRA
às 11:04 AM
Levante a mão antes de falar:
Quarta-feira, Setembro 15, 2004
As eleições estão chegando e é uma pena que no Brasil elas sejam tão desvalorizadas pela massa da população. Mas como se sabe, cada povo tem o governo que merece. Eu sempre votei, desde quando eu nem tinha que, mas eu queria. Sempre tomei minhas decisões depois de muita leitura, pesquisa, conversa e humildade. Sempre tentei conhecer e entender de verdade as pessoas, suas propostas, seu passado político e suas reais intenções. Agora, mais uma vez, é época de eleição. E eu me sinto orgulhosa de contribuir, mesmo que não seja para a vitória, para a vida pública da minha cidade, do meu estado, do meu país. Mas repito: é uma pena o que acontece no Brasil.
Ereções 2004! Hora da galera medonha!
Macaco Simão
Aracaju tem dois candidatos: o Rôla e a Shana. E o "Jornal da Cidade" publicou a seguinte manchete: Shana & Rôla não se entendem!!! Isso parece mais controle da taxa de natalidade! Outra matéria: "Rôla não apóia Shana!". É a pornografia na campanha eleitoral! E no horário eleitoral a Shana abriu seu programa dizendo: "Uma Shana ferida não é uma Shana derrotada"! É um programa ginecológico! (...)

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JULIANA FERREIRA
às 10:21 AM
Levante a mão antes de falar:
Quinta-feira, Setembro 09, 2004
Eu sei que estive ausente e mereço uma nota bem baixa por isso, no mínimo uma cara feia, mas estou trabalhando muito e no pouco tempo que me sobra tento responder alguns e-mails e realaxar. Com esse calor, minha vontade era colocar os pés para cima e assim ficar... ainda mais depois de ler isso:
Boas idéias tendem a surgir na cama, diz estudo
da BBC Brasil
A cama, mais do que o escritório ou a sala de aula, pode ser o solo onde florescem as grandes idéias, segundo dados de uma nova pesquisa realizada na Grã-Bretanha.
Quase uma em cada três pessoas entrevistadas pela Agência de Desenvolvimento do Leste da Inglaterra diz que sua atividade cerebral na área criativa melhora quando está na cama.
Apenas 6% das mulheres e 17% dos homens disseram que têm boas idéias no local de trabalho, diz a pesquisa.
Aparentemente, estar em um ambiente para relaxamento pode ser a chave do sucesso em termos de criatividade.
Richard Wiseman, professor de psicologia, diz que "esses novos resultados ilustram como nossa mente com freqüência é mais criativa quando relaxamos e ficamos um tempo longe das pressões cotidianas".
"Em nossos sonhos, produzimos combinações originais de idéias que podem parecer surreais, mas que, de vez em quando, resultam em uma solução incrivelmente criativa para um problema importante", disse Wiseman.
O relatório também sugere várias formas para empresas estimularem a criatividade de seus empregados sem ter que colocar camas no local de trabalho.
Decorar o escritório com flores e plantas é uma das táticas sugeridas. Também fala-se no estabelecimento de uma sala para "criatividade" e de alimentos e bebidas disponíveis para contribuir para criar um ambiente mais informal.
Boas idéias
Cerca de 70% dos entrevistados se consideram pessoas com boas idéias. Mas o que exatamente vem a ser uma boa idéia mostrou-se algo variável.
O saquinho de chá, surgido há cem anos, foi considerado uma grande invenção por 26% dos homens pesquisados.
O pão fatiado obteve aprovação de 25%.
Mas 50% das mulheres consideram o chocolate e o sutiã as melhores invenções.
Mais de quatro em cada dez pessoas que participaram da pesquisa consideram a lâmpada uma das invenções de maior impacto, deixando para trás computador, carro e telefone celular.
Postado por
JULIANA FERREIRA
às 10:02 AM
Levante a mão antes de falar:
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