A  professora

Nome: Juliana Ferreira  

Idade: 25 anos   

Onde estou: São Paulo, ou seria no mundo da lua?!? 

Se você veio aqui, escreva para mim!
Mail


Links Amigos 


Biblioteca Nacional
Malvados
Rubem Alves
Sonetos
Vida Besta


Template by Fran.

 Passado 




Domingo, Junho 27, 2004

E tem gente que ainda duvida... ou que ainda acha bonito.

Postado por juli morré às 8:06 AM
Levante a mão antes de falar:




Para você estar passando adiante
por Ricardo Freire

Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo.

Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet. O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.

Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.

Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha nas pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.

Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim!, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito.

Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar emigrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases assim o dia inteirinho.

Sinceramente: nossa paciência está estando a ponto de estar estourando. O próximo "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo pode estar provocando alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos.

As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia.

Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que "We'll be sending it tomorrow" possa estar tendo o mesmo significado que "Nós vamos estar mandando isso amanhã" acabou por estar sendo só um passo.

Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações.

A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo gerundismo.

A primeira pessoa que inventou de estar falando "Eu vou tá pensando no seu caso" sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade lingüística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas.

Você certamente já deve ter estado estando a estar ouvindo coisas como "O que cê vai tá fazendo domingo?", ou "Quando que cê vai tá viajando pra praia?", ou "Me espera, que eu vou tá te ligando assim que eu chegar em casa".

Deus. O que a gente pode estar fazendo pra que as pessoas estejam entendendo o que esse negócio pode estar provocando no cérebro das novas gerações?

A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o "a nível de", o "enquanto", o "pra se ter uma idéia" e outros menos votados.

A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de estar insistindo em estar desse jeito?

Postado por juli morré às 7:55 AM
Levante a mão antes de falar:





Sábado, Junho 12, 2004

Minha despedida na turma 22A do Colégio Pitágoras.



Ganhei uma exposição com direito a biografia e tudo o mais. As mil faces de Juliana. Aos poucos vou colocando todas as coisas aqui: desenhos, textos, fitas e presentes. Fico feliz de saber que todos eles me vêem sempre com um sorriso maior do que o rosto. Neste dia acabei me derramando em lágrimas e tive certeza de que meu coração é muito maior do que eu imaginava.

E em homenagem ao Dia dos Namorados:

Chinelos
Luisa Elias Ferri


Época de junho, vários casais apaixonados motivo de depressão para as ¿solteironas¿, pois solteironas se acalmem e pensem positivo: ¿há sempre um chinelo velho para um pé cansado¿ e se estamos sozinhas, é porque o nosso chinelo ainda não apareceu. Pensando bem, antes andar descalço do que com um chinelo de ma qualidade que só dá prejuízo.
Nós todas sabemos que os homens são todos iguais, só muda o endereço e a carteira de identidade. São ridiculamente teimosos, incapazes de expressar seus sentimentos, obcecados com o tamanho e a aparência, e além de tudo capazes de qualquer coisa para evitar relacionamentos sérios. Mas nem por isso devemos nos dedicar a uma vida religiosa e usar somente calcinhas 100% de algodão.
Se até um pingüim pode ter uma relação duradoura, por que nós não poderíamos?
O primeiro passo é nos amar pelo que somos, se nós não nos amarmos quem nos amará? Depois e só sentar, ou melhor, curtir a vida, e deixar o chinelo aparecer.
Um dia ele chega, e quando isso acontecer, nossos joelhos vão ficar bambos. Sua voz nos deixará tontas de paixão. Quando encontrarmos esse indivíduo de sorte, vamos perceber no ato que só podia ser ele. Agora, caso a gente se engane, pesquisas cientificas comprovam que dar pé na bunda ajuda a reduzir celulite.
Mas mais importante do que isso é que nós somos responsáveis pela nossa felicidade e pessoa alguma é necessária para nos completar.
As coisa só acontecem quando têm que acontecer. Confiar em Deus é essencial, pois ele estará sempre ao nosso lado e, certamente, ele reservou um futuro especial e muito bacana para cada um de nós.

Feliz dia dos namorados!!!

Postado por juli morré às 7:05 PM
Levante a mão antes de falar:





Quinta-feira, Junho 10, 2004

E-mails como este me deixam, no mínimo, muito orgulhosa. Por mais que eu saiba que daqui algum tempo alguns alunos não vão mais se lembrar de mim. Por mais que eu saiba que minha vida não será mais dentro de sala de aula. Por mais que eu saiba que as pessoas, assim como as horas, passam.



Ju,

Estou lhe escrevendo para dizer que a saudade já está apertando dentro de mim. Eu queria ter lhe dito muitas coisas antes de você ir embora, mas não consegui. Despedidas são difíceis demais pra mim. O que me interessa é que você saiba, não importa como, ao vivo ou por e-mail, que é uma pessoa muito especial e merece conseguir tudo aquilo que deseja na sua vida. Torço para que realize todos os seus sonhos e encontre o seu lugar ao sol, lá em São Paulo, aqui em Belo Horizonte, não importa onde. Quando acordei hoje de manhã e me lembrei de que hoje era quinta-feira, o último dia de aula de Produção de Texto com uma das melhores, pra não dizer a melhor, professoras que já tive em toda a minha vida, senti algo estranho, uma coisa que não sei explicar. Me lembrei, não sei por que, de uma frase que havia lido há algum tempo que dizia exatamente tudo aquilo que quero te dizer.

"Hoje nossos caminhos se partem para que possamos andar sozinhos na certeza de que todas as estradas se unem em um ponto comum, onde nos encontraremos para falar da vida, das lágrimas, dos sorrisos, e é claro, dos sonhos que ainda ousaremos realizar. Não fique triste na despedida. Uma despedida é necessária antes de a gente se encontrar outra vez. E, se encontrar de novo, depois de momentos ou de vidas, é certo pros que são amigos."
RICHARD BACH

Bem, acho que é isso. Tudo de bom pra você. Não desapareça e nem me deixe sem notícias! Quero saber como será lá no seu emprego novo!

Beijos de uma aluna que gosta muito de você,
Bia

Postado por juli morré às 7:54 PM
Levante a mão antes de falar:




Era uma vez uma professora. Mas o relógio da vida foi passando e ela acabou virando abobóra, enquanto esperava a hora de virar Cinderela. Mudei-me de cidade. Mudei de profissão. Mas como diz um texto que eu escrevi de despedida para os meus alunos, tem coisas que ficam cravadas na alma, dentro do coração.

Se eu começasse agora uma carta para essas pessoas a quem, até então, dediquei minha vida, eu as chamaria não de alunos, mas de companheiros. A eles eu pediria conselhos, não os daria. Com eles aprenderia, não ensinaria. Aliás, hoje vejo que foi exatamente isso o que essa profissão fez de mim: uma aprendiz. Minha vida sempre foi dentro de sala de aula, primeiro, sentada na carteira, no lugar daqueles que hoje me olham, agora de pé aqui na frente, no lugar daqueles que antes eu admirava. Sempre o admirável mundo novo. E é para ele que mais uma vez a vida me impulsiona. Ser professora é nascer assim, com olhos que não se acomodam à idéia de mundo redonda que um dia nos envolve. É querer mais, ser mais, ver mais, saber mais, se dar mais. O que você quer ser quando crescer? Eu, Juliana, 25 anos, professora, formada, pós-graduada, ainda não sei. Acostumei-me à eterna expectativa da nova turma, da sala cheia, do primeiro dia de aula, do momento de estréia. Lembro-me até hoje do rosto incrédulo de minha mãe: "Vai fazer Letras pra quê? Quer ser professora? Vai morrer de fome?" Mas o brilho que emanava daquele olhar adolescente era desafiador. Ninguém com aquela idade precisa de dinheiro para mudar o mundo, e mudar o mundo foi tudo o que eu quis um dia. Mas o mundo é grande, tão grande que não cabe na palma de nossas mãos. Nossos ombros também não suportam o peso do mundo e começamos a nos preocupar com algo menor, mais frágil e infinitamente mais precioso, começamos a nos preocupar com pessoas. Pessoas estão por toda parte, multiplicam-se, incomodam-nos. Pessoas exigem de nós atenção, responsabilidade, tempo, cuidado, conhecimento ou só carinho. Pessoas são complicadas, são diferentes. E alguém, sem tempo e sem corpo, nos ensina nessa jornada de descobrir gente como a gente o que é ser mãe, pai, filho, amigo, namorado, esposo, psicólogo, pesquisador, estudante, administrador e sempre professor. Depois da descoberta, vem a fase do conhecimento, gradual e profundo. É inevitável chegar-se, então, ao amor. E quando se ama tudo fica mais difícil: abrir mão, ousar, procurar, tentar. A vida é um caminho incerto, mas não podemos nos poupar dos passos que um dia daremos em caminhos desconhecidos. Junto com as novas possibilidades, novos medos. Viver é se arriscar. Nessas horas a gente fecha, ou abre, bem os olhos e vai. Rumo àquilo que se quer mesmo que ainda não se conheça. Fica de mim a certeza da missão cumprida em cada etapa vencida, nas noites mal dormidas, na ânsia do que parecia sempre por fazer, em cada matéria lecionada, em cada bom dia, boa tarde e boa noite, em cada confissão incontida, em cada abraço de despedida ou de chegada. Aos meus alunos eu desejo sonhos, tão imensos e belos como os meus. Aos meus colegas eu desejo paixão, aquela que move o mundo, desde à família até a profissão. Aos meus amigos eu desejo amor, e que seja grande o suficiente para liquidar imperceptível e completamente qualquer dor. Aos meus pais eu desejo o conforto da certeza da minha felicidade. Aquilo que muitas vezes não podemos dar com presença, são coisas do coração que só se percebem mesmo na ausência. E vou buscar meus sonhos, nos sonhos que se fazem das palavras dos outros. Tentar me encontrar em outras histórias, tentar acordar em outra cidade, mas carregarei comigo aqui dentro do peito, debaixo de sete chaves, a certeza de que nasci, sou e serei sempre professora, porque realmente acredito que mestre não é aquele que ensina, mas aquele que de repente aprende.

Postado por juli morré às 6:12 PM
Levante a mão antes de falar: