A  professora

Nome: Juliana Ferreira  

Idade: 25 anos   

Onde estou: Belo Horizonte, ou seria no mundo da lua?!? 

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Sábado, Fevereiro 21, 2004

Soneto de Carnaval
Vinicius de Moraes

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrando uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.

Postado por Zu às 11:32 AM
Levante a mão antes de falar:





Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004

Limpando as gavetas...
Fran, obrigada por mais este presente. É sempre você agilizando meus projetos. É sempre você e sua mão mágica na minha vida.

Postado por Zu às 8:49 PM
Levante a mão antes de falar:





Terça-feira, Fevereiro 17, 2004

Eu sei... ser professora é muito difícil. Às vezes mais, às vezes menos, mas tudo é recompensado. Cada olhar atento, cada aluno que ri, pergunta, descobre e enxerga em você um mundo de novas emoções, novos caminhos para a aprendizagem, para o conhecimento funciona como um aditivo. De repente nossos olhos encontram com os deles e pronto, acaba a tristeza, os medos, as decepções. Ontem foi meu aniversário, hoje meus alunos fizeram uma "homenagem", um parabéns para ninguém colocar defeito: cantaram parabéns no meio do pátio, me deram milhares e milhares de abraços, e como se só isso já não bastasse para ver uma professora de face vermelha e cheia de orgulho, senta que lá vem a história...



... "professora, não levanta agora, nós vamos lá fora buscar seu presente. Foi feito com muito carinho e a gente tem certeza de que você vai adorar. Adorar não, você vai amar. Presente melhor não há. É a sua cara." Confesso que sentada ali naquela cadeira, de frente para toda a turma, eu estava ansiosa. O que seria desta vez? O que estariam aprontando aqueles meninos? Uma maçã? Uma caixa de bombons? Canetas? Sabonetes? Não, nada daquilo combinava com a expectativa criada por eles. Aos poucos eu me tornava quase uma criança, os pés inquietos denunciavam-me. Quando a porta se abriu não pude, de forma alguma, conter o riso que despudoradamente me invadiu: entra pela porta um de meus alunos, com um chapéu daqueles usados em festinhas de aniversário infantil, com um laço imenso feito de papel colorido apertando-lhe o peito. "Professora, taí o seu presente. Diz: você amou ou não amou?" Neste momento o "meu presente" faz um breve pronunciamento que incluia algumas coisas e dentre elas "agora que sou seu você deve me levar para casa", salpicadas de poemas e matérias de Português. Eu resisto? E deveria? Se não nasci para isso, nasci para quê?

Postado por Zu às 10:26 PM
Levante a mão antes de falar: