A  professora

Nome: Juliana Ferreira  

Idade: 26 anos   

Onde estou: Belo Horizonte, ou seria no mundo da lua?!? 

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Quarta-feira, Março 23, 2005

O homem acaba com muitas coisas, inclusive com ele mesmo. Jogue este poema nas mãos dos alunos e veja no que dá:

Paisagens com cupim
João Cabral de Melo Neto

No canavial tudo se gasta
pelo miolo, não pela casca.
Nada ali se gasta de fora,
qual coisa que em coisa se choca.

Tudo se gasta mas de dentro:
o cupim entra nos poros, lento,
e por mil túneis, mil canais,
as coisas desfia e desfaz.

Por fora o machado reboco
vai-se afrouxando, mais poroso,
enqaunto desfaz-se, intestina,
o que era parede, em farinha.

E se não se gasta com choques,
mas de dentro, tampouco explode.
Tudo ali sofre a morte mansa
do que não quebra, se desmancha.

Postado por JULIANA FERREIRA às 7:33 AM
Levante a mão antes de falar:





Domingo, Março 20, 2005

Abri o meu orkut e li este scrap: "Querida Ju, escrevi meu primeiro conto! Queria que você o lesse...pode ser? Ele está no thaisamoreira.blogspot.com. Obs: erros de português podem ser por estar na internet e conversando no Msn...só para você não reparar, tá?! A idéia é saber se você gostou. Bjokinha". Abri a página dela e li este conto:

Ela andava e andava. Olhava por todos os lados a procura de um cigarro. Estava nervosa. As escapatórias eram poucas.

Seu marido chegou. Sentou. Olhou. Pensou. Falou.

"Vou tomar banho"

O filho ligou.Pediu algumas roupas, sabonete e a escova de dente.

Ela manda a empregada juntar tudo e enfiar dentro de uma sacola. Ordena que o motorista a entregue.

O pai sai do banho. Pede um café.

"A noite vai ser longa."

A mae chora. Vai para a cozinha. Abre. Fecha. Olha. Abre. Fecha. Irrita-se. O TIC TAC do relógio repentinamente desacelera.

O telefone toca. O mundo para. Entreolham-se os três. A empregada recompoe-se do susto e atende à chamada. O coraçao para.

"NÃO!"

A mãe corre para o quarto. Chora. O pai permanece parado. Sentado. O telefone é desligado. A empregada diz ao patrao.

"MÁS NOTÍCIAS."

O patrao já sabe.Melhor dormir. Manda a moça se retirar e segue para o quarto. A mulher nao vai resistir.

Abre a porta. Fecha. A mulher, sentada na cama. Olha. Pensa. Exita. Sai. Atrás da porta ele se encosta. Pensa. A lágrima enfim cai.

Abre. Fecha. Senta-se. Fala.

"Ele morreu."

A mulher grita. Se abraçam. Deitam. A roupa suja é tirada. Silêncio. O celular toca. O homem o desliga. A mulher levanta. Nua segue para o banheiro. O homem levanta-se. Senta-se. Pensa. Nu reproduz os passos da mulher. O banheiro é outro.

Chuveiro ligado. O choro é acabafado pelo som da água que cai. O homem abre a porta do box. Entra. Fecha. A mulher se assusta. O patrão a abraça. Beija. Sente. A empregada o repele.

"NÃO!"

O patrão força. Transam. A empregada gosta. O patrao goza. Banho. Transam novamente. Banho. O patrão sai.

Madrugada.

O filho chega.Vai ao quarto do casal, abraça a mãe. Diz.

"Vou sentir falta dele."

Se referia ao irmão que morrera horas antes. Futuramente sentiu falta do pai que nunca mais voltou.

Thaísa Moreira - 18/03/05. Primeiro conto.

E ela ainda teve a audácia de me perguntar o que eu acho...

Postado por JULIANA FERREIRA às 8:49 AM
Levante a mão antes de falar: